O IMPÉRIO DO GROTESCO

A violência é o tema preferido na programação dos veículos de comunicação no Brasil, principalmente na televisão. Os programas sensacionalistas exibem todos os dias a violência urbana como manchete nacional. Basta ligar a televisão, ou ler os jornais e revistas. É troca de tiros, chacinas e violência policial, O caos total é o principal assunto entre as pessoas nas ruas.
A troca de tiros no morro, a guerra entre traficantes, o número de feridos e mortos é sempre mais interessante que o trabalho social realizado com crianças e adultos neste mesmo local. Não é suficiente conviver com a violência nas ruas, é preciso ainda trazê-la para dentro de casa. O que deveria ser um momento dedicado à família, ao entretenimento, transforma-se em filme de terror.
Muitos veículos de comunicação limitam-se em mostrar o que intitulam de “realidade”, mas não se preocupam em mostrar bons exemplos, de conquistas conquistas e superações de comunidades em situação de risco.
Na década de 60 o Brasil deixou de dedicar-se a programas culturais e passou então a produzir outros modelos,a exemplos de programas de auditório para ser efetivamente reconhecido como veículo de massa, e desta forma a televisão passa a ser então um veículo do comércio e da publicidade.
Esses programas acabam por expulsar outros programas de qualidade da programação e das mentes das pessoas, infelizmente o grotesco é a preferência do público e programas culturais vão perdendo desta forma os poucos espaços dedicados a eles.
E a baixaria na televisão não acaba por aí, encabeçando os programas mais assistidos e que têm uma enorme audiência destacaam-se o programa do Ratinho,e o baiano Se Liga Bocão, entre outros que se utilizam do grotesco chocante, da miséria e de situações no mínimo ridículas de pessoas do povo para garantir a audiência.
  Os programas grotescos são líderes de audiência e por isso têm muitos  patrocinadores e investidores, principalmente de anúncios publicitários, por isso têm maior espaço nas emissoras. Mas o maior responsável por esta banalização de bobagens presente na televisão é o público, que em busca de diversão, ou ainda para resolver questões de sua vida pessoal, acabam se identificando e desta forma são atraídos e fisgados. Entretanto os recordes de audiência são mais importantes que a informação e a cultura.

 

2 Respostas to “O IMPÉRIO DO GROTESCO”

  1. Stéphannie Says:

    Exelente! Você utilizou ótimos argumentos, e nao culpou apenas a mídia como muitas pessoas fazem, mas mostrou que assim como a mídia é culpada pelos seus conteúdos escrachados o telespectador também é culpado por assistir.
    abraços!

  2. professor lismar Says:

    Muito bom,
    entre outros tem o bbb da rede globo que mostra o outro lado de burgueses analfabetos intrumentais e candidatos a prostituição moral de nossa cultura.
    Na rede cultura tem coisas boa mas é só.
    imagine vc eu escrevendo uma monografia sobre ensino de arte tendo como alvo a clientela da escola publica onde são só educados pelo meios de comunicação de massa.

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